Eu não sou muito fã de séries de livros, tendo lido, pelas minhas contas, cinco ou seis. Da pra imaginar que eu não gostei muito de descobrir que essa série tem seis livros livros planejados, e o que me deixou ainda mais decepcionado, que pode chegar a ter nove livros. Eu gostei da história e provavelmente não vou deixar de ler. Mas é só pra vocês saberem. Não gosto muito de ler séries. Gosto de acabar as coisas.
Mas vamos a resenha, sim?
O interessante de se notar, se você leu os livros de Sir Arthur Conan Doyle, é o desenvolvimento do jovem Sherlock, as coisas que, aos poucos, levam um jovem garoto com inteligência acima da média a se tornar o grande detetive com suas excentricidades, coisa que podemos notar desde o primeiro livro.
É no segundo livro que vemos onde Sherlock começou a se interessar por violinos ou onde ele começou a pensar no modo de guardar informações úteis, apagando as desnecessárias. Não tenho certeza da frase exata, mas se eu não me engano, em "Um Estudo em Vermelho", de Arthur Conan Doyle, Sherlock nem mesmo sabe a quantidade de planetas no sistema solar, afirmando ser uma informação inútil para a área dele, portanto, uma informação que não valia ser guardada.
Assim como no primeiro livro, também, é divertido ver a quantidade de informações sobre as mais variadas áreas que o livro tem.
Em "Parasita Vermelho", o amigo de Sherlock, Matty, é sequestrado por homens que, de acordo com as suposições do irmão de Sherlock, Mycroft, e do tutor dele, Amyus Crowe, estariam planejando alguma espécie de conspiração nos Estados Unidos. E é para lá que a história nos leva.
Tentando resgatar Matty, Sherlock entra novamente em algumas confusões com seus amigos (Hoje, na sessão da tarde!) e tem que usar sua lógica e capacidade dedutiva, que estão se desenvolvendo, para escapar. E de fato é incrível observar tudo isso acontecer.
Também nesse livro vemos a relação de Sherlock e Virginia parecer dar um pequeno passo em direção ao que se poderia chamar de romance adolescente. Mas nem de longe este é o foco da história.
"Era algo simples de dizer. 'Talvez tenha de beijá-la para não ser reconhecido, por isso, não se surpreenda se isso acontecer', mas, por alguma razão, não conseguia formar as palavras."
O final, assim como o primeiro livro, tem um toque de surpresa pela intenção do vilão, e um soco na cara pela excentricidade dele. Lane é extremamente criativo com a criação de seus personagens que tendem ao mal, e isso é inegável.
O livro - e a série toda, provavelmente - é bastante recomendável, principalmente se você procura uma leitura leve e rápida, e capaz de prender você. A única coisa que me incomodou um pouco - e que na verdade nem é grande coisa - é que o título me lembrou um pouco "Harry Potter e o Cálice de Fogo". Assim como o Cálice de Fogo na história do bruxo, o tal Parasita Vermelho faz uma aparição importante mas tão longe de necessária que o livro poderia levar o título de "Búfalos nos Trilhos" que daria no mesmo. Eu espero que isso não se repita nos próximos livros.
Páginas: 301
Editora: Intrínseca
ISBN: 978-85-8057-174-5

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