Florence tem 12 anos. O ano é 1891 e ela mora em uma grande mansão chamada Blithe, na Nova Inglaterra. Aos oito, ela nos conta, ela descobriu a grande biblioteca, abandonada há anos, e, com algum esforço, aprendeu sozinha a ler. Seu tio, responsável legal por ela e seu meio-irmão mais novo Giles, não é nada presente na vida deles (Os orfãos nunca o viram) e não permite que Florence aprenda a ler.
A primeira parte do livro é o que eu considero uma longa e tediosa introdução. Tive de me esforçar para não abandonar a leitura. Ela nos conta que Giles é mandado para uma escola, a adorável Florence, em meio a sua "luta" para poder ler sem ser descoberta, conhece um vizinho chamado Theo, que é asmático, e depois de algum tempo, Giles volta da escola, por não ter conseguido se adaptar. Algum tempo depois uma preceptora é mandada pelo tio para ensinar o garoto, mas infelizmente ela morre em um acidente no lago. E assim acaba a parte um, mais de cem páginas introdutórias mas importantes, com vários e vários detalhes.
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| Edição Especial |
O tom é sombrio, comparável à Edgar Allan Poe e com óbvias e magníficas inspirações em Shakespeare, nos confunde, mostrando-nos a visão da jovem Florence, imaginativa, séria, com o único desejo de ficar com seu irmão.
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| Capa Original |
Muitas vezes, à noite, faço a cama apertada e depois entro debaixo das cobertas e deito com os braços rígidos dos lados, como se estivesse dentro do meu caixão. (A Menina que não sabia ler - P. 159)
A história é uma surpresa incrível, e tudo a partir da página 158 (inclusive seu último parágrafo) vale cada minuto quase chato usado na leitura das páginas anteriores.
Recomendo, muito.
Páginas: 282
Editora: LeYa
ISBN: 978-85-62936-11-1



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