quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Resenha: O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald

E então em todo lugar se ouvia falar de Gatsby. Não, não falo da história do livro, falo da minha vida.
Sabem quando você descobre uma palavra nova, que nunca havia ouvido na vida, e de repente ela está em todo lugar? Então.

"O Grande Gatsby", o filme, a versão com o DiCaprio foi lançada algum tempo atrás e foi só então que eu tomei um conhecimento menos superficial da história. Pouco tempo depois, quem está lá em "O Lado Bom da Vida"? Se vocês leram a minha resenha de "O Lado Bom da Vida" (Aqui) sabem que aquele livro não só fala de Gatsby como conta o final do livro.

Uma amiga nova minha de repente não parava de falar de Gatsby e até mesmo minha mãe comentou algo sobre o filme da década de setenta. Definitivamente era hora de ler o livro.

Nick Carraway tem vinte e nove anos e acaba de se mudar do centro-oeste dos Estados Unidos para o leste, para New York, logo após a primeira guerra mundial. Ele agora mora em uma casa no West Egg, ao lado da mansão do misterioso Jay Gatsby.

Jay Gatsby é um homem de festas. Festas para mais de duas mil pessoas que ele não conhece, e que não conhecem ele. Festas em que os convidados procuram saber quem é seu anfitrião, mas sem se importar de verdade com isso ou com a verdade. Dizem que ele matou um homem. Dizem que é contrabandista de bebidas. Dizem que ele estudou em Oxford. Dizem, dizem, dizem... Mas ninguém sabe de verdade. Quem é Jay Gatsby?

Nick nos narra a história de Jay Gatsby e Daisy Buchanan, nos conta quem é Gatsby, quem foi Gatsby e, de certa forma, quem será Gatsby, além de nos falar um pouco de sua vida no leste dos EUA e até de seu aniversário de trinta anos.



Todo mundo acredita possuir ao menos uma das virtudes cardeais, e esta é a minha: sou uma das poucas pessoas honestas que conheci
O mistério em torno daquele homem rico que insiste em chamar a todos de "Meu chapa", que tem uma segurança de si e uma quantidade absurda de dinheiro para gastar em festas para gente que ele não sabe quem seja por algum motivo escondido.
Uma crítica a alta sociedade americana do início do século XX, um amostra da, se é que se pode chamar assim, integridade da classe na época e (por que não?) até hoje e desde sempre.

O livro tem capítulos longos e poucas páginas. São apenas nove capítulos distribuídos em 204 páginas e devo dizer que o começo me pareceu um tanto arrastado, mas depois do quinto capítulo a situação muda. Começamos a conhecer mais a história de Gatsby e Daisy. Quando eu chegava perto do final, pensei na frase "Eu esperava mais desse livro", mas não. Não esperava. O livro é encantador e apesar de eu já ter conhecimento do final, ele ainda foi uma surpresa pra mim. "O Grande Gatsby" certamente merece o título de clássico, e é um dos melhores livros que já li. Uma leitura que eu achei um pouco lenta e que me lembrou de "Inocência" e "Lucíola", provavelmente pelo clima-cem-anos-atrás.

Mas é encantador, é sim, meu chapa.

Páginas: 204
Editora: Geração
ISBN: 978-85-8130-172-3

Nenhum comentário:

Postar um comentário