sexta-feira, 25 de abril de 2014

Resenha: Vitrine de Sonhos - Felipe Belão

Tito Tassus resolve escrever sua própria vida. Ele abandona os medos. Abandona os sonhos. Apenas usando de suas incríveis memórias e sua imaginação voluptuosa, Tito Tassus resolve escrever sua própria vida.
Tito Tassus enfrenta um problema. Ele não sabe como começar a escrever. Ele não tem a inspiração necessária para isso. Ele acaba de se formar como publicitário, está desempregado e não sabe como começar seu livro. Então Tito Tassus conhece Maria Eduarda.

A história se desenrola para o relacionamento de Tito Tassus (sim, ele sempre se apresenta com o nome inteiro) e Maria Eduarda, que se inicia depois de três encontros que parecem ter sido obra do destino, e como a garota inspira nosso herói. É uma história bonitinha. Mas não é sobre ela que o livro fala. Ao menos, não só sobre ela.

domingo, 16 de março de 2014

Resenha: 1984 - George Orwell

E aqui temos um dos meus livros favoritos.
Oceânia. Uma grande nação que divide o mundo com outras duas, a Lestásia e a Eurásia. E as três nações vivem em guerra, na tentativa de dominar o mundo todo.
Na Oceânia vive Winston Smith, um funcionário do Partido, regido este pelo Grande Irmão, que está sempre de olho em você. Winston acha estranho o mundo em que vive, sempre na beira da miséria, por mais que as notícias sempre digam que tudo está melhor do que nos anos anteriores, sempre vivendo com o básico e sofrendo para comprar simples lâminas de barbear, mas de acordo com o governo, com o Partido, tudo está indo bem. Então Winston comete um crime. Ele pensa algo que o partido não quer que ele pense. Ele quer saber o "Por quê".

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Resenha: O Chamado do Cuco - Robert Galbraith

Essa, provavelmente, é a maior resenha aqui do blog.
Eu demorei pra ler esse livro. E como demorei. Eu comecei a ler "O Chamado do Cuco" no início de Janeiro, e terminei hoje, perto do final de Fevereiro. Eu não costumo levar mais de um mês com livro algum. Duas semanas é muito. O livro é bom. Mas como é chato.


Vamos primeiro ao que me levou a ler. Robert Galbraith não existe. O nome é um pseudônimo de J.K. Rowling, famosa autora da série Harry Potter. Harry Potter marcou bastante o início de minha adolescência, então eu quis saber mais sobre o livro. A sinopse me interessou bastante - não comprei o livro só por causa da autora -. Comprei o livro - capa dura, no plástico, lindo - e depois de ter abandonado "O Colecionador de Sons", comecei a leitura. No início, eu não sentia vontade de ler o próximo capítulo. O capítulo onde eu estava era muito legal, mas simplesmente não prendia.
É um livro de 447 páginas. Quando eu leio um livro que parece ser chato, eu costumo me forçar a ler ao menos 150 páginas antes de soltar. Eu larguei pouquíssimos livros na vida por conta disso, já que eles costumavam melhorar. Quando cheguei na página 150 de "O Chamado do Cuco", ao contrário do que costuma acontecer, ele deixou de ser o que foi no início. Ao invés de um livro legal mas que não consegue prender ele ficou chato. Irritantemente chato. Mas eu me forcei mais. "Vamos até a 200 ao menos, não largue o livro". E eu fui. E até a duzentos ele continuou chato.
Nesse ponto eu já troquei a capa do meu facebook - eu sempre coloco lá o livro que estou lendo - e coloquei "Guerra dos Tronos" na mochila. Eu estava desistindo daquela coisa.
Mas quando fui tirar algum livro da mochila novamente, eu peguei primeiro o Cuco. Antes de trocar, eu pensei comigo que seria o segundo livro abandonado em sequência. Eu não queria fazer isso. Eu havia decidido sacrificar algum tempo de leitura com algo chato, só pra não abandonar dois livros em sequência. Ainda bem que fiz isso.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Resenha: Azul é a cor mais quente - Julie Maroh

E enquanto eu me empenhava pra ler "O Chamado do Cuco", não vi problema em começar uma HQ. Li em pouco mais de uma hora, é realmente bem rápido.


Primeiro, eu gostaria de comentar algo que a pessoa que me emprestou o livro me disse. Eu ainda não vi o filme, mas parece que ele ficou muito sexualizado. Realmente, cheio de foco no sexo. Tenho que assistir pra ter certeza, mas o livro não é assim.

Clémentine tinha 15 anos. Ela era uma adolescente francesa, passando pelo que adolescentes passam, se descobrindo. Foi nessa época em que ela cruzou na rua com uma garota de cabelos azuis que definitivamente chamou sua atenção. Acontece que Emma, a tal garota, também se interessou por Clémentine. Emma era homossexual. Clémentine... Clémentine não sabia. Clémentine ainda estava por se descobrir. E o que temos é um romance entre duas garotas na década de 90, na frança.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Ausência, livros chatos e faculdade

Olá pessoínhas (que nem existem de verdade, com quem diabos eu tô falando?)!

Então, eu apareci de volta! Enfim, me senti na obrigação de falar com meu público fantasma sobre minha ausência.

Faz mais de dois meses que não posto nada, não é? Vamos lá.
Logo que terminei de ler Fortaleza Digital eu fui para outro livro, "O Colecionador de Sons". Eu estava bastante empolgado com essa leitura, havia conhecido o livro há meses (talvez mais de um ano) e minha amiga me deu ele (junto com mais cinco, eu acho, Fortaleza Digital incluso). Ela mesma não acabou o livro, mas eu imaginei que eu pudesse gostar... ERRADO.
O livro é muito... Muito... MUITO chato. Eu não CONSEGUI chegar até a página 100.

Eu me empenho pra essas coisas, evito ao máximo abandonar livros, mas nesse caso eu não consegui. Depois de talvez duas semanas tentando tragar a escrita tediosa do espanhol eu o larguei. Tudo bem, vamos pro próximo, leio rápido e já posto... Qual era o próximo?

O Chamado do Cuco. Juro pra vocês que no início achei que o problema fosse comigo. Talvez eu estivesse muito cansado, talvez eu estivesse com muita preguiça... Mas depois de semanas me empenhando pra ler, uma amiga minha fez um post perguntando se era impressão dela ou o livro era mesmo chato.

Eu vou entrar em detalhes sobre "O Chamado do Cuco" na resenha dele (Esse eu vou terminar, não é tãaao chato quando o anterior) mas ele é bastante entediante. Ao menos até perto do final (faltam menos de 100 páginas, pessoas!)

Enfim, esse foi o principal motivo de eu ter "largado" o blog. Mas vocês podem ver que tem até um desenho novo, que minha amiga Thayná fez pro blog (eu ainda estou trabalhando no tom de roxo do fundo que tá parecendo rosa. A demora pra isso é preguiça mesmo, desculpa).

Um motivo secundário (mas convenhamos, ele só apareceu faz duas semanas) é a faculdade, que eu comecei na semana passada. Jornalismo, tuds bonitinho na PUC-PR. Trote foi doido, fui arrastado pra um monte de bares, mesmo sem poder beber (e não bebi) por conta de um remédio. Estou me divertindo no curso e blablabla, mas não é sobre ele que eu tenho vontade de falar por aqui. Aqui eu quero tratar de livros, e bem, vamos tratar de livros, certo? Se você ainda acompanha, obrigado pela paciência! Talvez fosse uma ideia interessante eu fazer outras coisas aqui além de resenhas.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Resenha: Fortaleza Digital - Dan Brown

Faz mais ou menos seis anos desde que li "O Código Da Vinci", mas considerando o que lembro, imagino que Fortaleza Digital, o primeiro livro de Dan Brown, até mesmo supera a história de Robert Langdon. Não sei de quem foi a ideia de dizer que esse livro é ruim.

Alguns meses atrás eu li algo como "22 rules of storytelling, according to Pixar" e uma dessas regras, em tradução livre, era: "Coincidências para colocar seus personagens em problemas são ótimas. Coincidências para tirá-los é trapaça".
Se o livro não tivesse sido escrito em 1998 eu diria que Dan Brown leu este mesmo texto que eu. É incrível o dom que seus personagens tem de arranjarem problemas.

Dan Brown nos mostra sua hoje conhecida habilidade em grudar você em seus livros. Capítulos bastante curtos com uma história em ritmo acelerado e que fazem com que você queira ler "só mais um capítulo" toda vez que termina o anterior.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Foto

            Passava das duas da madrugada, ele não tinha bem certeza do horário, mas não é como se estivesse naquele instante interessado nisso o suficiente para abaixar os olhos e olhar para o relógio no canto direito da tela de seu computador.

            Flávio estava sentando à mesa do computador havia horas, pensando em quando o sono venceria o tédio na luta que eles estavam travando e ele finalmente desligaria aquela máquina e iria dormir. Naquele momento ele estava fechando o último vídeo sobre skate que veria naquela madrugada. Algo um pouco mórbido envolvendo quedas que causavam ferimentos feios e que as vezes matavam; em três anos praticando longboard jamais havia presenciado nada tão grave de perto. Alguns ossos quebrados ele já havia visto, alguns ralados complicados que ardiam por dias ele já havia sentido nas próprias costas, daquele tipo de ralado que vai do meio das costas até uma das nádegas, e que deixa bastante complicado ficar em qualquer posição que não em pé nos primeiros dias.

            Mas naquela hora não havia ralados, cortes, ossos, nenhum ferimento presente por ali além dos que estavam no vídeo que ele fechava. Por fim ele ficou interessado no horário e passou os olhos pelo relógio. Ele clicou na aba do navegador que levava ao facebook e olhou para o relógio novamente – não havia de fato prestado atenção na hora na primeira vez que olhara –. Duas e sete da manhã. Ele suspirou, sentindo que o sono estava prestes a começar a virar a batalha e que logo outra começaria, a que envolvia o sono e a preguiça de tomar banho antes de dormir, esta uma batalha bem mais rápida de se resolver.

            Ele decidiu que só ia dar uma olhada no que havia de novo no facebook – como se muita gente tivesse o incrível costume de postar dezenas de artigos interessantes naquele horário – e que finalmente iria tomar banho. Ou dormir direto, dependendo da preguiça no momento em que chegasse à porta do banheiro.

            Ele girou a pequena rodinha que ficava entre os dois botões de seu mouse uma vez e não viu nada de interessante. Girou a rodinha uma segunda vez e logo posts que ele já havia visto surgiram. Ele suspirou. Dentro de sua mente o tédio estava ao chão e o sono segurava a espada, olhando para o imperador que iria apontar seu polegar para cima ou para baixo, decidindo se a espada se sujaria naquela noite.

            Flávio clicou em “Página Inicial” uma última vez, apenas por costume, e antes da página carregar ele já estava com o mouse em cima da palavra “sair”, mas ele não clicou.